domingo, 4 de maio de 2014

E AINDA DERRUBAM O ÂNIMO DO BRASILEIRO






Já há amplos estudos sobre a falta de democratização e a influência daninha na política pelos meios de comunicação de massa, sobretudo a televisão. A verdade é dura: a mídia influiu na sustentação da ditadura e nos resultados das eleições após a redemocratização.
Mesmo que desde 2002 não tenha mais sido capaz de decidir, de fato, quem sai vitorioso nas eleições presidenciais, a mídia conservadora e neoliberal foi decisiva para levar as disputas ao segundo turno.
Tem sido fundamental também para eleger um Congresso de maioria conservadora, que impede reformas populares e conserva os privilégios daqueles que detêm o poder econômico, incluindo aí os donos da própria mídia.
Influi ainda na formação do espírito antipolítico do cidadão, sempre associando organizações partidárias e sociais não a instrumentos de conquistas populares, mas sempre e quase que unicamente a escândalos de corrupção.
Isso se dá pela predominância de um pensamento único conservador e neoliberal nas linhas editoriais, contrário a qualquer pensamento transformador do sistema econômico vigente, onde demandas populares diferentes desta linha não têm voz.
Com a influência política insuficiente para decidir eleições presidenciais nos três últimos pleitos, passou a haver uma tentativa de influir na própria economia. Sucessos, como o cumprimento de metas de inflação, são noticiados como se fossem fracassos.
Aliás, até que ponto o próprio alarmismo do noticiário sobre esse tema, como se a inflação fosse a toda hora sair de controle, não tem afetado a própria realimentação da inflação em algum grau?
Até que ponto a “overdose” de sensacionalismo tem influído nos ânimos de comerciantes para aumentar os preços?
O pior é que aqueles que caem na tentação de subir preços sem que seus custos tenham aumentado, apenas por influência do noticiário, acabam diminuindo as vendas, ou perdendo mercado para o concorrente que não subiu, desaquecendo seu próprio negócio.
Se esse noticiário deixar de contaminar pelas margens e contaminar a maioria, afeta o próprio crescimento do PIB.
E até que ponto o mesmo noticiário tem influído no desânimo do consumidor, artificialmente fabricado, tanto para resistir a aumentos, como para reduzir o consumo que faz girar a roda produtiva?
Note que não se trata de controle dos meios de comunicação e nem de censura. Pelo contrário, democratização significa ampliação de vozes, aumento da concorrência no mercado de informações.
Ninguém está querendo calar as atuais tevês conservadoras e neoliberais, mas é preciso que o telespectador tenha também acesso a outras fontes de informações com visões diferentes e que informem os dados sonegados pelos atuais donos da mídia.
Recentemente a empresária Luiza Trajano, dona do Magazine Luiza, surpreendeu ao dar uma visão diferente da linha editorial dos noticiários das Organizações Globo.
Em um debate sobre a economia em canal de TV por assinatura, Luiza usou uma figura de linguagem bastante popular e disse que os críticos só enxergavam “o copo meio vazio, nunca enxergavam a parte meio cheia do copo”.
Claro que um noticiário para ser completo deve mostrar tanto a parte meio cheia, como a parte meio vazia do copo. No entanto há um oligopólio na mídia que prega um pensamento único e que só noticia a parte meio vazia.
Falta, portanto, ao cidadão o direito de ser informado em sua plenitude, da parte meio cheia do copo.
Se o tema democratização dos meios de comunicação de massa até hoje despertou paixões políticas, agora já é fator de ordem econômica também.
Um noticiário prolongado que falseia sistematicamente as reais expectativas econômicas, pode desestimular empreendedores de empreender, consumidores de comprar o que precisam, prejudicando a economia como um todo e a prosperidade dos cidadãos e da nação.


Leia mais em: http://www.materiaincognita.com.br/crises-artificiais-forjadas-pela-midia-prejudicam-a-economia/#ixzz30oUmnZkj

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