sexta-feira, 18 de julho de 2014


Em 20 anos de real, salário mínimo subiu 142% acima da inflação

Sílvio Guedes Crespo


O salário mínimo no Brasil acumulou um ganho de 142% acima da inflação desde julho de 1994, quando o real começou a circular, até junho de 2014.
Naquela época, o mínimo foi definido em R$ 64,79. Hoje, está em R$ 724, o que significa uma alta de R$ 1.017% no período. Enquanto isso, o indicador oficial de inflação (IPCA, Índice de preços ao Consumidor Amplo) subiu 362%. O resultado foi um aumento real de 142% no salário mínimo.
Caso tivesse sido apenas corrigido pelo IPCA ao longo desses anos, o mínimo hoje estaria em R$ 299.
O gráfico abaixo mostra a evolução do salário mínimo nominal e como ele estaria de fosse reajustado pelo índice oficial de preços a cada ano.
salario minimo e ipca 1994-2014
Para tornar as coisas um pouco menos abstratas, podemos recorrer à pesquisa da cesta básica do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Segundo a instituição, a cesta básica custava R$ 67,40 na cidade de São Paulo em julho de 1994. Hoje, está R$ 354,63.
Isso quer dizer que quem ganhava o salário mínimo naquela época conseguia comprar, no máximo, uma cesta básica. Hoje, quem recebe o mínimo adquire duas cestas.
Índice de inflação
Sempre que cito algum índice de inflação neste blog, uma pequena e barulhenta parte dos leitores vem dizer que os dados não batem com o que eles veem no supermercado. Curiosamente, nenhum deles traz alguma informação precisa. Dizem sempre de forma genérica coisas do tipo: “A carne subiu muito mais do que isso''; “Não é isso que eu vejo no mercado'' etc.
A essas pessoas que tentam impor ideias apenas na base do “caps lock'', ofereço três argumentos.
O primeiro é o de que os índices de inflação do setor privado trazem números muito próximos aos dos indicadores oficiais. O IPC-DI, por exemplo, é um índice de preços ao consumidor da Fundação Getulio Vargas (FGV) que registrou uma alta de 6,5% nos últimos 12 meses, exatamente o mesmo número apresentado pelo IPCA, do governo. Já o IGP-M, também da FGV, marcou 6,2%. Ainda, o IPC da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica), entidade ligada à USP, registrou alta de 5,07% em São Paulo. No ICV, do Dieese, o aumento do custo de vida foi de 6,2%.
Situação bem diferente acontece na Argentina, onde os índices calculados pelo setor privado dão um resultado duas ou até três vezes maior do que os números oficiais. Se o IBGE está manipulando os dados de inflação, então ele combinou direitinho com a FGV, com a Fipe e com o Dieese.
O segundo argumento é o de que as pessoas que tomam decisões de negócios usam essas estatísticas. Relatórios de bancos citam abundantemente números do IBGE. Refiro-me a análises econômicas que grandes instituições financeiras oferecem aos seus clientes para ajudá-los a decidir onde investir. Ou seja, antes aplicar seus milhões, investidores olham para dados do governo, entre outros. Essas pessoas não são ingênuas e não tomariam uma decisão de investimento com base em estatísticas que não fossem confiáveis.
O terceiro e último argumento é o de que é possível checar os números. No caso do Dieese, que foi citado neste post, é mais fácil porque ele divulga o preço dos produtos encontrados.
Por exemplo, o instituto diz que a carne em São Paulo está R$ 19,61 o quilo. Para a pesquisa da cesta básica, o valor usado é a média entre o coxão mole e outros dois cortes de preço parecido. Pois bem, fazendo uma busca por “coxão mole'' rapidamente no site do Pão de Açúcar, vejo que o quilo está R$ 18,99 – mais barato, portanto, do que o apontado pelo Dieese.
Já o leite longa vida integral está R$ 3,14 em São Paulo, segundo o Dieese. No site do Pão de Açúcar, a marca mais barata (Parmalat) sai por R$ 2,85, e a mais cara (Ninho Nestlé), por R$ 3,95. O número do Dieese, desse modo, está dentro da faixa.  Outro exemplo: o feijão carioca está R$ 4,01 o quilo, de acordo com a pesquisa. No Pão de Açúcar, está R$ 3,55 o mais barato (Qualitá) e R$ 4,79 o mais caro (Broto Legal).
Enfim, não é tão difícil checar se os índices de inflação estão corretos, mas dá trabalho. É preciso ir aos supermercados, por exemplo, no próximo 1º de agosto e anotar o preço de todos os itens que são pesquisados pelos institutos (no caso do IBGE, a lista está aqui). Depois, é só voltar aos mesmos estabelecimentos no dia 1º dos meses seguintes e ver qual foi a variação. Quanto mais mercados a pessoa visitar, e quanto mais espalhados eles estiverem, mais consistência os dados terão.
Os que têm certeza de que o IBGE, a FGV, a Fipe e o Dieese estão manipulando os índices podem dar uma grande contribuição ao país se fizerem esse exercício.
http://achadoseconomicos.blogosfera.uol.com.br/2014/07/18/em-20-anos-de-real-salario-minimo-subiu-142-acima-da-inflacao/

Datafolha embanana!!

sexta-feira, 18 de julho de 2014


Datafolha se embanana outra vez. Erro grosseiro de 12 pontos no 2o. turno para turbinar Aécio.


Na pesquisa de intenções de votos do Datafolha divulgada ontem, o jornal Folha de São Paulo ficou até com vergonha de colocar no gráfico do segundo turno o percentual do votos brancos/nulo/não sabe.

Isso porque tem um erro grosseiro de 12 pontos percentuais, o que invalida totalmente a pesquisa como referência (serve apenas de isca para tubarões caçarem sardinhas na Bolsa de Valores).

Na pergunta sobre primeiro turno 27% a 28% (o Datafolha não divulga as casas decimais) declararam votar nulo/branco/nenhum/não sei.

Na pergunta em seguida, sobre segundo turno, magicamente este número caiu para 16%. Coisa praticamente impossível de acontecer na vida real das urnas.

As pesquisas, como estatística, devem tentar reproduzir uma amostra do que aconteceria na população toda. Quem diz que não votaria em nenhum dos onze candidatos mostrados na pergunta do primeiro turno, também não votaria em dois destes mesmos nomes, se perguntados no mesmo momento. Respostas diferentes disso não tem valor científico.

Quem vota em um candidato que não passa para o segundo turno, pode mudar seu voto para outro candidato ou não votar em nenhum dos dois, mas quem rejeita todos desde o início do processo eleitoral costuma continuar rejeitando dois dos mesmos nomes no segundo turno.

Por isso, dificilmente os votos úteis no segundo turno seriam significativamente maiores do que no primeiro turno. Em geral votações ligeiramente maiores no segundo turno só ocorre quando há algum motivo, como enchentes, feriadão, que provoque abstenção maior no primeiro turno, ou alguma comoção política por algum candidato entre o primeiro e o segundo turno. Nada disso acontece no intervalo de minuto entre duas perguntas na pesquisa.

Então se Dilma tem 36% e a soma dos outros candidatos tem 36% , os votos válidos no primeiro turno dão 72%. Na sondagem de segundo turno o Datafolha deveria ter encontrado um número próximo disso. Entretanto aponta 44% para Dilma e 40% para Aécio, totalizando 84%, ou seja, 12 pontos a mais de votos válidos, no intervalo de uma pergunta e outra.

Para piorar, se na hipótese absurda de todos que disseram votar em Campos, no Pastor Everaldo, no PSTU, no PSOL, no PCO, no Eymael, no primeiro turno votassem em Aécio no segundo, o tucano somaria 36%. O Datafolha tirou da cartola mais 4% de nulos e indecisos para fazer Aécio chegar a 40%.

Dá para acreditar? É melhor daqui por diante o Datafolha dizer que, pela sua metodologia, a margem de erro é uns 12 pontos para mais no caso do tucano e para menos no caso de Dilma.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Estrangeiros na COPA do Brasil!!!

quinta-feira, 10 de julho de 2014


Contraponto 14.193 - "Aplaudir pôr do sol, abraçar... Veja o que surpreendeu os estrangeiros"



10/07/2014

Aplaudir pôr do sol, abraçar... Veja o que surpreendeu os estrangeiros

 


Turistas que vieram para a Copa listam o que acharam mais surpreendente.
Pão de queijo, compras parceladas e falta de pontualidade foram citados.


Flávia Mantovani Do G1, em São Paulo - 10h21 - Atualizado em 10/07/2014 15h50

O chileno Richard, o americano Joe, a estoniana Elsa e o suíço Lukas Bärtschi (Foto: Arquivo pessoal)
Torcedores barbudos ingleses (Foto: Flávia Mantovani/G1) 
O chileno Richard, o americano Joe, a estoniana Elsa e o suíço Lukas Bärtschi (Foto: Arquivo pessoal)
O americano Joe Bauman, que veio para a Copa do Mundo no Brasil, achou estranho ver que todo mundo colocava algo que parecia areia na comida. Foi assim que ele descobriu a farofa e virou adepto. "Comecei a colocar farofa em tudo", conta ele, que também ficou surpreso com as paisagens naturais, a obrigatoriedade de votar nas eleições e o interesse das brasileiras pelos gringos.
G1 perguntou a Joe e a outros 11 estrangeiros que visitaram o Brasil durante o Mundial o que eles acharam mais curioso ou diferente aqui em relação a seus países de origem. As respostas foram variadas, mas um ponto se repetiu em quase todos os depoimentos: a surpresa positiva com o jeito alegre e receptivo do povo. Confira a seguir o que os turistas responderam:

O canadense Florent Garnerot (Foto: Flávia Mantovani/G1)

O canadense Florent Garnerot
(Foto: Florent Garnerot/Arquivo pessoal)
Florent Garnerot, do Canadá

- Na praia, os brasileiros ficam de frente para o sol, e não para o mar. Achei interessante!
- Os brasileiros se encontram, bebem juntos e dividem a conta. No Canadá, cada um paga o que consome.
- Aqui os casais se beijam e demonstram afeto em público, o que não acontece no Canadá.
- As mulheres sempre usam joias, maquiagem… Elas se arrumam muito.

O americano Joe Bauman (Foto: Joe Bauman/Arquivo pessoal)

- Quando quero encontrar um amigo no Canadá, preciso planejar com pelo menos uma semana de antecedência. Eles precisam falar com suas mulheres, etc. No Brasil, isso é muito mais espontâneo.


Joe, dos EUA (Foto: Joe Bauman/Arquivo pessoal)
Joe Bauman, dos Estados Unidos

- Quando cheguei aqui, me perguntava por que todo mundo colocava areia na comida. Depois provei e vi que tinha gosto de bacon. E finalmente comecei a colocar farofa em tudo.

- Os brasileiros bebem muito. Todos os compromissos sociais envolvem amigos e cerveja.

- Achei estranho ver que muitas famílias de classe média têm empregadas domésticas. Nos EUA, só os ricos têm. Fiquei um pouco desconfortável de ver que uma estranha ia fazer minha cama, lavar minha roupa ou preparar meu café da manhã.

- Os brasileiros adoram dar comida para as visitas. É a forma de eles cuidarem de você.
Achei estranho ver que muitas famílias de classe média têm empregadas domésticas. Nos Estados Unidos, só os ricos têm."
Joe Bauman,
turista americano
- Fiquei impressionado de saber que os adultos são obrigados a votar. Nos Estados Unidos, temos taxas vergonhosamente baixas de comparecimento nas eleições.
- Fiquei maravilhado com as belezas naturais. As montanhas, as praias, a vegetação, tudo é diferente de onde eu moro. Não podia acreditar que existisse um parque do tamanho do da Tijuca dentro de uma grande cidade como o Rio.

- Fiquei impressionado de saber que foram criadas tantas Constituições no país e que a versão atual recebeu tantas emendas. É muito diferente da Constituição americana, que é muito antiga e foi modificada poucas vezes.

Os brasileiros adoram dar comida para as visitas. É a forma de eles cuidarem de você"
Joe Bauman
- Achei meio nojento ver que aqui jogam o papel higiênico na lixeira [e não no vaso sanitário]. Não fica um cheiro ruim?

- Aqui passam muitos programas de TV americanos, mas tudo da década de 1990. Achei engraçado ver que os brasileiros adoram o seriado "Friends", que não vai ao ar nos EUA há mais de dez anos.

- As brasileiras parecem adorar os gringos. Estranho, né? Mas achei isso ótimo. Aliás, minha parte favorita do Brasil, com certeza, foram as brasileiras. Eu me apaixonei. Mais de uma vez. Certamente voltarei um dia ao Brasil para encontrar minha futura mulher.

- O coração e a alma deste país maravilhoso são os brasileiros. Eles queriam me mostrar tudo e se certificar de que eu tivesse uma boa experiência – e eu certamente tive!


O esloveno Luka Jesih (Foto: Luka Jesih/Arquivo pessoal)
O chileno Richard Diaz (Foto: Richard Diaz/Arquivo pessoal)
O esloveno Luka (Foto: Luka Jesih/Arquivo pessoal)
Luka Jesih, da Eslovênia

- Os brasileiros falam alto, quase gritando, e muito rápido.
- Vocês comem MUITO. Muito mesmo. Passei uma semana com uma família brasileira e sempre tinha alguma comida ou fruta na mesa.
- Na Europa, tudo é mais calmo. No Brasil, quando as pessoas cantam o hino, elas choram, cantam alto e com muita emoção.


Richard Diaz (Foto: Richard Diaz/Arquivo pessoal)
Richard Diaz, do Chile

- Fiquei surpreso de ver como é rápido fazer amigos aqui, tanto na favela quanto nos condomínios mais exclusivos.
- Percebi que os homens são muito machistas. Eles tratam as parceiras como empregadas deles, especialmente em relação às tarefas domésticas.


Adam, Pete e Dave (Foto: Flávia Mantovani/G1)
Mohamed Moulkaf, da Argélia (Foto: Flávia Mantovani/G1)

Adam Burns, David Bewick e Pete Johnston, da Inglaterra
- Achamos estranho ver que aqui vocês comem coração de galinha.
- Os brasileiros são muito vivos e cheios de energia. Vocês se mexem muito, estão sempre se mexendo.
- Vocês também sorriem muito.


Mohamed, da Argélia (Foto: Flávia Mantovani/G1)
Mohamed Moulkaf, da Argélia

- Na Argélia, não há mulheres que dirigem motos.
- Quase todas as lojas daqui parcelam as compras em várias vezes sem juros. Gostei disso. Dá para pagar o mesmo preço dividindo até em dez meses.
- Os seguranças de banco aqui andam armados. Lá, não é assim.

O canadense Kyle Dreher (Foto: Kyle Dreher/Arquivo pessoal) 
Kyle Dreher (Foto: Kyle Dreher/Arquivo pessoal)
Kyle Dreher, do Canadá
- Quando você conhece alguém, dá dois beijinhos na bochecha. Isso é muito diferente do aperto de mão que a gente dá no Canadá.
- Adorei o queijo coalho com orégano na praia! E o milho também! Todo dia eu comia.
- No Brasil, as pessoas aproveitam mais a vida e o presente que no Canadá. Lá, todo mundo é muito focado em trabalho, dinheiro e status.
- Na favela perto de onde eu estava hospedado, soltavam fogos de artifício toda hora, de dia e de noite. No começo, achei que fossem tiros de revólver, mas depois descobri que é um sinal de que as drogas estão chegando por lá. Acabei me acostumando.


Rodrigo Escobar, do Chile (Foto: Rodrigo Escobar Rebolledo/Arquivo pessoal) 
O chileno Rodrigo Escobar Rebolledo
(Foto: Rodrigo Escobar/Arquivo pessoal)
Rodrigo Escobar Rebolledo, do Chile

- A amabilidade, a forma de receber as pessoas, a alegria e a simplicidade do povo brasileiro foram o que mais me chamou a atenção. Fomos tão bem recebidos em Cuiabá, que isso me marcou. Você perguntava algo e te indicavam tudo, te convidavam para churrascos.
- Vocês sempre têm um sorriso para mostrar. Nós chilenos também somos acolhedores, mas somos mais sérios, formais, calados.

- As garotas são lindas, carinhosas e simpáticas. Quero um dia ter uma esposa brasileira.
- Os brasileiros são muito relaxados, mais até do que se deve, às vezes. A turma marca de se encontrar "amanhã às 10h" e ninguém aparece.

- A parte ruim foi encontrar muita obra incabada, pelo menos em Cuiabá.

A estoniana Elsa Saks (Foto: Fernando Nunes/Arquivo pessoal) 
 Elsa (Foto: Fernando Nunes/Arquivo pessoal)
Elsa Saks, da Estônia
- Estranhei o arroz com feijão. No início, pensei: "É sério isso?". Mas acabei achando superdelicioso.
- Gostei muito do pão de queijo. Tão bom! Adorei.
- Músicos não são pagos pelo bar onde tocam, mas pelo couvert que os clientes pagam.
- Brasileiros jantam tarde. É normal comer às 22 horas.
- Os brasileiros não são bons em pontualidade.

O suíço Lukas Bärtschi (Foto: Lukas Bärtschi/Arquivo pessoal) 
Lukas (Foto: Lukas Bärtschi/Arquivo pessoal)
Lukas Bärtschi, da Suíça
- Foi ótimo ver todo mundo na rua usando roupas amarelas, desde uma senhora idosa com chapéu do Brasil até uma criança com a camisa da Seleção.
- Ficamos surpresos de ver como tudo foi bem organizado. O ônibus para o estádio, as informações para o aeroporto, tudo funcionou muito bem.
- Muita gente se esforçava para falar inglês. Quando estive no Brasil antes, há seis anos, ninguém falava nem uma palavra.
- Foi muito especial ver que cada estádio servia a comida típica da região. E todas eram muito gostosas.
- As pessoas são todas alegres e recebem você de braços abertos.

Daniel Lane, da Inglaterra (Foto: Daniel Lane/Arquivo pessoal) 
O inglês Daniel com a mulher, que é brasileira
(Foto: Daniel Lane/Arquivo pessoal)
Daniel Lane, da Inglaterra

- Os brasileiros muitas vezes usam roupas muito apertadas.
- As pessoas chegam atrasadas para tudo.
- Vocês abraçam muito mais.
- Vocês falam "Boa praia!" para as pessoas.
- As pessoas são bem mais religiosas – geralmente, nós só somos religiosos quando queremos muito uma coisa: por exemplo, que nosso time avance na Copa do Mundo.

George Woolley , dos EUA (Foto: George Woolley/Arquivo pessoal) 
George mostra o ingresso para um jogo da Copa
(Foto: George Woolley/Arquivo pessoal)
George Woolley, dos EUA

- As pessoas aplaudem o pôr do sol na praia do Rio. Isso nunca aconteceria nos Estados Unidos.
- Poder beber cerveja em público também é algo que não acontece nos EUA, exceto em lugares como Nova Orleans.
- O fato de que as pessoas são tão felizes por estarem vivas é algo muito diferente e palpável.

domingo, 22 de junho de 2014

Lula sai do Banco!!

Eleição 2014: Lula entrou em campo

Por Mauricio Dias, na revista CartaCapital:

Mais cedo do que a oposição esperava e certamente temia, Lula voltou ao jogo da competição presidencial na condição de “cabo eleitoral”, anunciada inicialmente ao Partido dos Trabalhadores, e confirmada na longa entrevista a CartaCapital (ed. 802), quando sepultou de vez o movimento “Volta Lula”:

“Sou cabo eleitoral da companheira Dilma Rousseff para o segundo mandato à Presidência (...) bem formada ideologicamente e muito leal. Nunca iria disputar sua candidatura”.

Lula fechou o ciclo dos petistas que insistiam no retorno dele à disputa direta para presidente e, também, dos oposicionistas que estimulavam, ardilosamente, o movimento pró-Lula, com a finalidade de enfraquecer a candidata, em momento de queda nas pesquisas. Valiam-se ainda dos dados dessas sondagens, onde fica exposta a paixão do eleitor pelo metalúrgico que invadiu o clube restrito dos ex-mandatários brasileiros.

Desce o pano.

O ex-presidente Lula entrou de novo em cena, com mais determinação, após a convenção do PSDB, que homologou a candidatura de Aécio Neves à Presidência. Neto de Tancredo, ex-governador de Minas Gerais e, atualmente, senador da República Aécio, como tem feito, endureceu o discurso contra o PT. Afirmou que um tsunami varreria os petistas do Planalto, onde, ao contrário de São Paulo, governado há 20 anos pelos tucanos, haveria água suficiente para atender a todos os sonhos.

FHC, tucano-mor, compareceu ao evento. O ex-presidente, como se sabe, finge que acredita em eleições puras, incluindo a reeleição dele próprio, embalada pela compra de votos no Congresso para a aprovação da necessária emenda constitucional. A partir daí, passou a envergar o surrado fardão da ética. O País, segundo ele, não quer mais “os corruptos, os ladrões que ficam empulhando” o Estado.

Não era preciso mais. Foi o suficiente para Lula dar as respostas que julgou convenientes. Ele entrou em campo e mudou as regras do jogo. Tirou o governo do córner, acuado por dificuldades econômicas, a pressão da mídia e a queda de Dilma nas pesquisas de intenções de votos. Surgiu, então, a possibilidade de realização do segundo turno.

Um segundo trunfo da presidenta é a extensa agenda de programas do governo construída ao longo de quase quatro anos. Eis alguns: Pronatec, Pro-Uni, Minha Casa Minha Vida, Mais Médicos.

Essa agenda terá papel importante no horário da propaganda eleitoral gratuita na televisão e no rádio. Esse é o terceiro trunfo de Dilma. Em princípio, ela terá perto de 12 minutos de programa. Isso significa a metade do horário eleitoral ainda a ser oficialmente definido e dividido com outros candidatos. Oficiosamente, os dois maiores adversários da presidenta (Aécio Neves e Eduardo Campos) terão pouco mais de quatro minutos e pouco menos de dois minutos, respectivamente.

O tempo é pequeno. Longo, porém, para o discurso dos dois. Além do palavrório vazio, não se conhece o programa de governo da oposição.

Isso faz a diferença.

A melhor!!!

Torcedores experientes dizem que copa brasileira é a melhor da história

Brasil 247 - Torcedores que acompanham várias edições da Copa do Mundo afirmam que o evento brasileiro tem se destacado; "Esta Copa realmente tem muitas coisas especiais. Se compará-la à da África do Sul é até covardia", diz o irlandês Daniel Sheahan, que já acompanhou oito copas; "Nota-se claramente uma grande vontade de tornar tudo especial. Isso não aconteceu na Copa da Alemanha porque, apesar de muito educados, os alemães costumam ser frios na relação com turistas, completa; "Não é apenas a vontade dos brasileiros em ajudar aos turistas. Aqui há muito mais festas", diz o equatoriano José Bastidas, 31 anos.

Pedro Peduzzi e Mariana Tokárnia - Repórteres da Agência Brasil
Com a experiência de quem acompanhou oito copas do mundo de futebol, o irlandês Daniel Sheahan, 55 anos, não pestaneja: "A atual Copa do Mundo está sendo a melhor de todas". A opinião é compartilhada por diversos turistas que também participaram de outras edições do torneio. "Não que tudo esteja perfeito. Em todas as copas às quais fui houve algum tipo de problema, como preços altos, dificuldades com transporte ou roubos. Mas isso faz parte de um evento deste porte", disse à Agência Brasil o irlandês, que já teve sua mochila roubada em duas edições do torneio.
"Isso aconteceu nas copas da França, quando duas pessoas pegaram minha mochila e fugiram em uma moto, e nos Estados Unidos, quando em um momento de distração levaram minha mochila", disse ele. "No caso da França, meu amigo passou pelo mesmo problema. Ao que parece era uma quadrilha de motoqueiros especializados nesse tipo de roubo", acrescentou.
Fã do futebol brasileiro, o irlandês sempre priorizou assistir aos jogos do Brasil. Mas nem sempre foi possível devido à concorrência. "Esta Copa realmente tem muitas coisas especiais. Se compará-la à da África do Sul é até covardia. O barulho das vuvuzelas era insuportável e estragava o clima do estádio. Para piorar, de todas elas saía muita saliva, o que era bastante preocupante, porque a incidência de doenças como tuberculose é muito grande naquele país".
Por aqui, explica, os brasileiros buscam se divertir sem incomodar os outros. "Nota-se claramente uma grande vontade de tornar tudo especial. Isso não aconteceu na Copa da Alemanha porque, apesar de muito educados, os alemães costumam ser frios na relação com turistas". Além das quatro copas citadas – Estados Unidos (1994), França (1998), Alemanha (2006) e África do Sul (2010) – e da atual, Sheahan diz que foi às copas da Espanha (1982), do México (1986) e da Itália (1990).
Impressão similar tem o equatoriano José Bastidas, 31 anos. "Não é apenas a vontade dos brasileiros em ajudar aos turistas. Aqui há muito mais festas e uma comunicação mais fácil, até pela semelhança com outras línguas. É mais fácil entendermos e sermos entendidos pelos brasileiros", disse ele.
A Copa de 2014 é a quarta do suíço Domenique Brenner, de 40 anos. "Na comparação com 1998, 2006 e 2010, esta é a melhor, porque está sendo disputada no melhor lugar e com as melhores pessoas", disse ele. "A organização do evento é sempre bastante similar, porque envolve a mesma estrutura, que é a estrutura da Fifa". A maior crítica é em relação aos caixas rápido dos bancos no Brasil, usados por ele para evitar idas a casas de câmbio. "Muitas dessas máquinas não aceitam cartões internacionais", queixa-se.
Brenner e outros suíços entrevistados pela Agência Brasil reclamam do preço dos restaurantes nas cidades-sede e das bebidas nos estádios. "Apesar de muito bons, os restaurantes são muito caros. Principalmente as churrascarias", disse Brenner. Já Denis Rapin, 47 anos, avalia que nem tudo é tão caro, levando em consideração o fato de que se trata de uma Copa do Mundo. Ele viaja com um grupo de 20 pessoas.
Para Rapin, os preços cobrados na cidade não são tão altos quanto imaginava. "Quem cobra caro aqui é a Fifa. Principalmente a cerveja nos estádios", disse. "Esta é a minha primeira Copa do Mundo, mas não será a última. Esses dias têm sido muito agradáveis. A receptividade e a amabilidade dos brasileiros realmente impressiona. Todos muito amigáveis, desde o taxista até os profissionais da área de turismo. Em Brasília [onde assistiu à partida entre Suíça e Equador] senti falta de bares mais festivos. Acho que o que falta aqui são bares típicos especializados em cachaça".
Viajando há sete meses pela América do Sul, Andre Urech, 34 anos, está no Brasil pela primeira vez e assiste sua segunda Copa. A primeira foi na África do Sul. "Está tudo tão bom que já decidimos: voltaremos o quanto antes ao Brasil. Simplesmente estamos amando as pessoas daqui", disse ele, ao lado da companheira de viagem Ramona Rüegg, que também foi à Copa de 2010. Ela faz coro: "A atmosfera aqui é muito melhor, e as pessoas muito mais amigáveis".
Os dois elogiam a organização do evento, apesar da dificuldade com o transporte público. "Demorou cerca de 30 minutos para pegarmos um ônibus, e o táxi está muito caro", disse. "Mas tudo faz parte do clima e do sentimento que envolve uma Copa do Mundo", completa. A exemplo de outros suíços que assistiram ao jogo contra o Equador, o casal reclama principalmente da dificuldade para comprar cerveja. "A fila é muito grande e faz a gente perder muito tempo do jogo. Mas isso também aconteceu na África", disse Urech.
Dirigente do Barcelona de Guayaquil, no Equador, Carlos Rodrigues também avalia esta como a melhor Copa de todos os tempos: "É muito superior, tanto dentro como fora de campo".
"Uma coisa que me chama a atenção é o fato de ela [Copa] estar sendo totalmente diferente do que vinha sendo mostrado pela imprensa. O Brasil é 100% no que se refere a receber turistas. Tudo é perfeito: a hospitalidade, a estrutura... Além disso, há muito amor e alegria no ar. Viemos para cá justamente para desfrutar desse clima de Copa", disse.
O publicitário colombiano Héctor Greco, 33 anos, também foi surpreendido positivamente pela Copa brasileira. "Eu esperava muito menos. O que mais me surpreendeu foi a troca de cultura entre os países, em um clima de competitividade, sem brigas. É uma oportunidade única de conhecer o mundo em um só lugar".
Ele lamenta as grandes distâncias que têm de ser percorridas para acompanhar os jogos. "As passagens de avião são caras, é difícil ir de ônibus e, infelizmente, não há uma cultura de transporte de passageiros por meio de trens no Brasil". A hospedagem também está muito cara, diz o publicitário: "Pagamos R$ 21 mil para alugar, por um mês, um apartamento no Rio de Janeiro".
O cirurgião plástico e cônsul honorário do Equador em Campinas (SP), Oswaldo Vallejo, 56 anos, já gastou, entre passagens, hospedagens e ingressos para os jogos, mais de R$ 18 mil para ter sua primeira experiência em Copa do Mundo. "Conheço pouco Brasília, porque cheguei há apenas um dia. Mas o deslocamento do hotel até o estádio foi bastante fácil, pela proximidade. Essa realmente representa uma grande vantagem para a cidade", disse ele em meio a elogios em relação à divulgação, às placas e aos voluntários "proativos e sempre tentando ajudar até mesmo nas situações em que não precisamos".
Depois de enfrentarem mais de 8 mil quilômetros de viagem em ônibus, vindos de Quito, no Equador, o administrador Paul Tamayo e os engenheiros Alvaro Granda e Edgar Baculima optaram por acampar na Universidade de Brasília. Tudo, para assistir à estreia do Equador na Copa, mas o "perrengue" não diminuiu o entusiasmo: "O Brasil é muito bonito, assim como as pessoas", diz Tamayo. Perguntado sobre os preços na capital, Granda responde: "De preços não falamos. Viajar até aqui foi bastante duro, mas com a vontade de ver o Equador jogar, tudo fica mais fácil".
Quem também viajou muito para viver uma experiência de Copa foi o australiano Victor Vu, de 28 anos, na esperança de ver algum país asiático ou africano vencer a competição. "Torço principalmente para a Costa do Marfim por causa do [atacante] Drogba, de quem sou fã. Mas o que realmente me motivou a vir foi a boa reputação que o Brasil tem lá do outro lado do mundo, especialmente no que se refere a festas", disse.
Apesar de seu país não ter se classificado para a Copa, Jan Kolin, da República Checa, quis vir ao Brasil para vê-la "no país mais bem sucedido" no mundo do futebol. "Desde criança eu sonhava em ver uma Copa. Quando soube que esta seria no Brasil, decidi tornar o sonho uma realidade", disse. Ele relata problemas de comunicação, já que poucos falam inglês.
Os peruanos Marcial Olano, 55 anos, e Herman Chaves, 45, também não precisaram que sua seleção viesse participar dos jogos para decidir curtir a Copa no Brasil. "Queremos que um país sul-americano ganhe, porque somos povos irmãos integrando uma mesma torcida", disse Olano. Chaves veio para realizar o sonho do filho Jared Chaves, 13 anos. "Não esperávamos tanta organização. Isso em muito nos surpreendeu. Está melhor do que havíamos sonhado. Não passamos por nenhum tipo de problema, temos sido bem atendidos e a organização das cidades e da Fifa está muito boa. Por isso já planejamos ir à Copa da Rússia [em 2018] para, se tudo der certo, torcermos pela seleção de nosso país [Peru]", acrescentou.
O suiço Lionel Holzaer, 30 anos, diz não ser fã de futebol. "Mas adoro festas e adoro viajar", completa. Segundo ele, o Brasil tem "boas condições" para receber os turistas. "Minha maior dificuldade tem sido com o idioma". Dona de uma lanchonete na Torre de TV, chamada GO Minas, Elza Alve Lobo não fala inglês. Mas usa de muita simpatia para compensar essa limitação, além de ter preparado um cardápio em português, inglês, francês e espanhol. "Faço questão de conversar ou tentar conversar com todos. O clima é de muito entusiasmo, muita alegria".

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Romário e Ronaldo - Copa 2014!!

"Estamos juntos torcendo pelo Brasil", essa foi a mensagem passada pelos já consagrados jogadores e campeões pela seleção canarinho, Romário e Ronaldo as vesperas do inicio dos jogos da Copa de 2014 no Brasil, ambos dizem ter saudade de jogar pela seleção brasileira e ainda brincam e dizem que poderiam fazer parte do grupo atual. Julgam o time brasileiro com grandes possibilidades de ser consagrado campeão em casa, cita também que a seleção Holandeza e Alemã merecem destaque pelos resultados, nesse inicio dos jogos.


Gustavo Kuerten - Copa 2014

Em entrevista, nosso tenista e campeão, diz descontente pelas inúmeras vezes que é citado como motivador de movimentos como #naovaitercopa, sente-se ofendido e está aberto para dar explicações.
E diz: "O Brasil esta enfrentando um momento único no esporte, temos dever como cidadão brasileiro, fazer com que essa seja a melhor copa de todos os tempos, temos que abrir as nossas porta ao esporte internacional, isso é bom para todos esportistas do Brasil.



Paulo Coelho - Rumo a Copa de 2014!

Esta Copa será mágica!
Não vou negar que duvidei por várias vezes que a Copa do mundo poderia acontecer aqui no Brasil, mas esta tudo dando muito certo, como num toque de magia.
Paulo Coelho Escritor





Ronaldo "Fenômeno" - Torce pelo Brasil em 2014!




Apresentador Marcos Mion - Agradece pela Copa no Brasil!!



sexta-feira, 13 de junho de 2014

Copa 2038! VEJA de Volta para o futuro

De volta para o futuro


























Copa 2038!! Brasil....

Perguntar não ofende!!

Perguntar não ofende

Xingar Dilma Roussef!!!

Xingar Dilma Roussef foi grosseria indesculpável

Quando Ronaldo disse estar “envergonhado” com os desacertos da organização da Copa, Dilma Rousseff reagiu à moda de Nelson Rodrigues: “Tenho certeza que nosso país fará a Copa das Copas. Tenho certeza da nossa capacidade, tenho certeza do que fizemos. Tenho orgulho das nossas realizações. Não temos por que nos envergonhar. Não temos complexo de vira-latas.”
Nesta quinta-feira, Dilma submeteu seu orgulho a teste na tribuna de honra do Itaquerão. Dali, assistiu à partida inaugural da Copa do Mundo. Dessa vez, tentou blindar-se no silêncio. Absteve-se de discursar. Não funcionou. Como queria a presidente, a torcida exorcizou o vira-latismo. Mas, desamarrando suas inibições, incorporou um pitbull.
Ao entoar o hino nacional, ao ovacionar os jogadores, a arquibancada tomou-se de um patriotismo inatural. Contudo, rosnou com agressividade inaudita ao dirigir-se a Dilma. Fez isso uma, duas, três, quatro vezes. Diferentemente do envelope de uma carta ou do e-mail, a vaia não tem nome e endereço. Pode soar inespecífica. Como no instante em que o serviço de som anunciou os nomes de Dilma e de Joseph Blatter.
Até aí, poder-se-ia alegar que o destinatário da hostilidade era o cacique da Fifa, não Dilma. A coreografia estimulava a versão. Blatter levantou-se. Dilma manteve-se sentada. O diabo é que o torcedor, salivando de raiva, tratou de dar nome aos bois. Foi assim no coro entoado nas pegadas da cerimônia de abertura da Copa.
“Ei, Dilma, vai tomar no c…'', rosnava um pedaço da multidão. “Ei, Fifa, vai tomar no c…”, gania outra ala. Quando Dilma foi exibida no telão do estádio vibrando com o segundo gol do Brasil, arrostou, solitariamente, uma segunda onda de xingamentos. Após a comemoração do terceiro gol, ela ouviu um derradeiro urro: ‘Ei, Dilma, etc…”
O que fizeram com Dilma Rousseff no Itaquerão foi indesculpável. Vamos e venhamos: ela não era nem culpada de estar ali. Com as vaias da Copa das Confederações ainda não cicatrizadas, Dilma teria ficado no Palácio da Alvorada se pudesse. Foi ao alçapão do Corinthians porque o protocolo a escalou.
Vaiar autoridade em estádio é parte do espetáculo. Numa arena futebolística, dizia o mesmo Nelson Rodrigues, vaia-se até minuto de silêncio. Porém, ao evoluir do apupo para o palavrão, a classe média presente ao Itaquerão exorbitou. Mais do que uma pose momentânea, o presidente da República é uma faixa. Xingá-la significa ofender a instituição.
Quando o xingamento é transmitido em rede mundial, adquire uma pungência hedionda. No limite, o que a torcida fez na tarde desta quinta-feira foi informar ao planeta que o Brasil está deixando de ter uma noção qualquer de civilidade.
Quando o fenômeno atinge uma platéia como a do Itaquerão, com grana para pagar os ingressos escorchantes da Fifa, a deterioração roça as fronteiras do paroxismo. Evaporam-se os últimos vestígios de institucionalidade.
A sociedade tem os seus abismos, que convém não mexer nem açular. Dilma não se deu conta disso. E vive a cutucar os demônios que o brasileiro traz enterrados na alma. Fez isso pela penúltima vez no pronunciamento levado ao ar na noite da véspera. Muita gente achava que ela merecia uma reprimenda sonora. Mas a humilhação do xingamento transpassou a figura da presidente, atingindo a própria Presidência.
Quem deseja impor a Dilma um castigo que vá além da vaia, tem à disposição um instrumento bem mais eficaz do que a língua. Basta acionar, no silêncio solitário da cabine de votação, o dedo indicador. O gesto é simples. Mas a pata de um pitbull não é capaz de executá-lo.

http://josiasdesouza.blogosfera.uol.com.br/2014/06/13/xingar-dilma-roussef-foi-grosseria-indesculpavel/

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Pois bem a "torcida do contra" esta caladinha.... Brasil venceu "baby" há aqueles "american guy" estão deprimidos Brasil comprou ou não comprou, nem sabem mais, ... se Brasil perde é ruim. se ganha é ruim também...

Brasil 3x1 Croácia

Neymar marca segundo com com pênalti  (Foto: AP Photo/Felipe Dana)



segunda-feira, 19 de maio de 2014

Comoção POP!!!

É bem assim mesmo, a famosa "Comoção POP", "salve o mundo, mas não lava um copo", é legal, curti um cãozinho maltratado procurando um novo dono, ou salvar esse ou aquele que esta perdido há muitos e muitos anos, de preferência tenha uma foto triste, pode ser antiga ou preto e branca, o importante é comover, acumular milhares e milhares de curtidas, compartilhamentos e chegar ao coerente!!!! : "Nossa como sou uma boa pessoa", há aqueles ainda que sofrem por não curtir, sentem-se acuados, com medo, tentam esquecer que são considerados "culpados" até por si mesmo. Faltou a passeata!












Esse quadrinho, achei na google images e me lembrei daquele verso de um hit dos anos 80. 

"troque seu cachorro por uma criança pobre"

não sei por que....

A "grande imprensa" é imparcial pra burro!


Um dos principais editores da revista Veja, o jornalista Otávio Cabral, deve assumir uma nova função nos próximos dias: a chefia da equipe de comunicação do senador Aécio Neves (PSDB-MG).
Cabral edita a coluna Holofote e é também autor de um polêmico livro sobre o ex-ministro José Dirceu, que, segundo especialistas, teria vários erros factuais. Ele é também casado com a jornalista Vera Magalhães, que edita o Painel, da Folha de S. Paulo.
Nas últimas semanas, o casal viajou de férias ao Japão. Cabral teria comunicado sua decisão ao diretor de Veja, Eurípedes Alcântara, na última sexta-feira. Sua página no Facebook informa que ele "trabalhou" na revista Veja, com o verbo no passado.


http://tudo-em-cima.blogspot.com.br/2014/05/a-grande-imprensa-e-imparcial-pra-burro.html


domingo, 18 de maio de 2014

O Militante Assassino!

Regulação da Mídia!! quando?

Esta se espalhando um vídeo através de email, youtube,  facebook e whatsapp onde um ator da globo se mostra assustado com uma reportagem em uma "revista" e elogia a mesma revista de renome pela reportagem, no vídeo ele lê um trecho da revista onde se destaca o fato do comentário de um "petista" que deseja a morte de Joaquim Barbosa, pela condenação de uns Politicos Petistas, dentre outras coisas.

Enfim, meu parecer diz somente a frase em que ele cita tentando vender a imagem que os simpatizantes... do governo são todos favoráveis a violência contra aqueles que são justos ou aqueles que os enfrentam, pois bem a questão que em comentários em sites de noticias (e não são poucos, inclusive no facebook) é possível observar que de forma constante e incessante que há severas críticas ao governo federal, digo ainda mais a pessoa da Presidente Dilma e o ex-presidente Lula, sendo em muitos momentos atacados com insultos, as vezes também de natureza violenta, desejando a morte de um ou ambos além dos que simpatizantes.

Sou desfavorável a qualquer tipo de violência, mas como sempre a "REVISTINHA" que demonizar os simpatizantes/militantes do partido do governo (PT), é essa mesma mídia e seus simpatizantes que querem governar esse país, dizendo o que querem, quando querem e pregando o ódio. O "ator" esta mostrando o seu trabalho atuando, é um papel não tão novo, já se mostrou ser contra o governo em um outro programa de entrevistas da emissora em que trabalha.

Condeno o ato do "post" querendo mau ao Joaquim Barbosa, temos direito a contestar, indagar, apoiar ou divergir, mais violência não. Digamos também que o perfil do proprietário da postagem, tem um nome ficticio, podendo ele estar a serviço ou não, de qualquer pessoa.

Juízes, procuradores, promotores, delegados, policiais e demais correlatos recebem ameaças constantes por parte de condenados em todas as áreas. Mas nenhum deles ganharam o direito de uma reportagem de algumas páginas em revista de grande circulação, defendendo-os ou mesmo tendo apoio de um ator conhecido.




terça-feira, 13 de maio de 2014

Coxinha, desculpa aí, mas a Copa é boa para o Brasil sim. O Brasil não deixou de investir em saúde e educação e infraestrutura por causa da Copa.


Desculpa aí, mas a Copa é boa para o Brasil sim
04/05/2014 - Muda Mais

Existe no Brasil uma geração que nunca viu a seleção brasileira conquistar a Copa do Mundo. Essa galera também não sabe que o país tinha regras diferentes, onde não cabia opções: ou se investia em educação ou saúde, em saneamento, nem pensar! Era gasto. E a casa própria era apenas paras as classes B e A. Mas o Brasil mudou e hoje, no lugar de escolher uma alternativa, o pais adotou o agregar e incluir. Agora a população pode ter sim mais saúde, mais educação, mais infraetrutura, mobilidade urbana e também Copa do Mundo. Está na dúvida? Então veja os números:
Desde 2010 o governo investiu R$ 968 bilhões em educação, saúde e infraestrutura. E como a nova onda é a de somar, ainda foram investidos R$ 17,6 bilhões em toda a infraestrutura envolvendo a Copa.
Em educação, por exemplo,o governo entregou 1300 creches até o início desse ano e outras 3100 estão em construção. São 49 mil escolas com ensino de tempo integral e o objetivo é chegar a 60 mil até o fim do ano. Para aperfeiçoar o ensino, professores alfabetizadores estão sendo preparados para ajudar as crianças a chegar ao 8 anos de idade já sabendo ler e fazer as operações básicas de matemática.
Adicione a isso a retomada dos investimentos para o ensino técnico, com o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e ao Emprego (Pronatec). Sozinho e com pouco mais de dois anos de existência, recebeu R$ 14 bilhões de investimentos, opa... muito mais do que foi investido em todos os estádios da Copa (R$ 8 bilhões). Além disso, foram criadas novas escolas técnicas federais e novas universidades. Poderíamos até parar por aqui, mas tem muito mais. Com a criação do Sistema de Seleção Unificada, que oferece vagas de ensino superior com base nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), muito mais gente conseguiu conquistar um diploma. Isso sem contar os programas como o ProUni e o Ciência sem Fronteiras.
Assim como à educação, os investimentos em saúde têm várias frentes. Por exemplo, são 10.121 novas unidades de saúde(link is external), outras 8.506 estão sendo ampliadas e mais 8.349 reformadas, com investimentos que chegam a R$ 3,5 bilhões. Outro programa é a Rede Cegonha(link is external), que já atendeu 2,6 milhões de gestantes, em mais de 5 mil municípios. Lançado em 2011, tem o objetivo de oferecer às gestantes do Sistema Único de Saúde (SUS) um atendimento cada vez mais qualificado e humanizado. Para a aplicação, foram investidos inicialmente R$ 9,4 bilhões.
Tem ainda o Brasil Sorridente(link is external), que já beneficiou 80 milhões de pessoas em todo o país e é considerado o maior programa bucal do mundo, com mil Centros de Especialidades Odontológicas e 23.150 equipes de saúde bucal, que atendem inclusive nas Unidades Básicas de Saúde. Até o final de 2014, terão sido investidos R$  3,6 bilhões no programa. É claro, tem ainda o Mais Médicos(link is external), que levou 13.235 profissionais a 4040 municípios e também os investimentos em pesquisas(link is external) –  R$ 248,7 milhões para encontrar soluções inovadoras a serem aplicadas ao SUS.
Quanto a mobilidade urbana(link is external), foram investidos R$ 143 bilhões em 3.859 km de vias para transporte coletivo urbano, seja sobre trilhos, pneus ou corredores fluviais. A prioridade está em empreendimentos de transporte público coletivo, de alta e média capacidade e que atendam áreas com população de baixa renda.
A esses R$ 143 bilhões somam-se R$ 8 bi que envolvem 42 projetos do escopo Copa do Mundo. Eles garantiram 17 novos corredores e vias expressas, 5 novas estações e terminais de trens e metrôs, 13 BRTs e 2 VLTs, obras essenciais, ainda que o mundial não fosse no Brasil e que beneficiarão 62 milhões de pessoas.
Os aeroportos das cidades-sede e também de regiões turísticas próximas passaram por reforma, na maioria dos casos para ampliar a capacidade de passageiros e de taxiamento de pistas. O benefício desses R$ 6,3 bilhões investidos não serão restritos à Copa, muito pelo contrário, turistas, homens e mulheres de negócios, ou seja, qualquer pessoa que utilizar um aeroporto neste e nos próximos anos encontrará um ambiente mais confortável e agradável.