sexta-feira, 18 de julho de 2014


Em 20 anos de real, salário mínimo subiu 142% acima da inflação

Sílvio Guedes Crespo


O salário mínimo no Brasil acumulou um ganho de 142% acima da inflação desde julho de 1994, quando o real começou a circular, até junho de 2014.
Naquela época, o mínimo foi definido em R$ 64,79. Hoje, está em R$ 724, o que significa uma alta de R$ 1.017% no período. Enquanto isso, o indicador oficial de inflação (IPCA, Índice de preços ao Consumidor Amplo) subiu 362%. O resultado foi um aumento real de 142% no salário mínimo.
Caso tivesse sido apenas corrigido pelo IPCA ao longo desses anos, o mínimo hoje estaria em R$ 299.
O gráfico abaixo mostra a evolução do salário mínimo nominal e como ele estaria de fosse reajustado pelo índice oficial de preços a cada ano.
salario minimo e ipca 1994-2014
Para tornar as coisas um pouco menos abstratas, podemos recorrer à pesquisa da cesta básica do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos).
Segundo a instituição, a cesta básica custava R$ 67,40 na cidade de São Paulo em julho de 1994. Hoje, está R$ 354,63.
Isso quer dizer que quem ganhava o salário mínimo naquela época conseguia comprar, no máximo, uma cesta básica. Hoje, quem recebe o mínimo adquire duas cestas.
Índice de inflação
Sempre que cito algum índice de inflação neste blog, uma pequena e barulhenta parte dos leitores vem dizer que os dados não batem com o que eles veem no supermercado. Curiosamente, nenhum deles traz alguma informação precisa. Dizem sempre de forma genérica coisas do tipo: “A carne subiu muito mais do que isso''; “Não é isso que eu vejo no mercado'' etc.
A essas pessoas que tentam impor ideias apenas na base do “caps lock'', ofereço três argumentos.
O primeiro é o de que os índices de inflação do setor privado trazem números muito próximos aos dos indicadores oficiais. O IPC-DI, por exemplo, é um índice de preços ao consumidor da Fundação Getulio Vargas (FGV) que registrou uma alta de 6,5% nos últimos 12 meses, exatamente o mesmo número apresentado pelo IPCA, do governo. Já o IGP-M, também da FGV, marcou 6,2%. Ainda, o IPC da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisa Econômica), entidade ligada à USP, registrou alta de 5,07% em São Paulo. No ICV, do Dieese, o aumento do custo de vida foi de 6,2%.
Situação bem diferente acontece na Argentina, onde os índices calculados pelo setor privado dão um resultado duas ou até três vezes maior do que os números oficiais. Se o IBGE está manipulando os dados de inflação, então ele combinou direitinho com a FGV, com a Fipe e com o Dieese.
O segundo argumento é o de que as pessoas que tomam decisões de negócios usam essas estatísticas. Relatórios de bancos citam abundantemente números do IBGE. Refiro-me a análises econômicas que grandes instituições financeiras oferecem aos seus clientes para ajudá-los a decidir onde investir. Ou seja, antes aplicar seus milhões, investidores olham para dados do governo, entre outros. Essas pessoas não são ingênuas e não tomariam uma decisão de investimento com base em estatísticas que não fossem confiáveis.
O terceiro e último argumento é o de que é possível checar os números. No caso do Dieese, que foi citado neste post, é mais fácil porque ele divulga o preço dos produtos encontrados.
Por exemplo, o instituto diz que a carne em São Paulo está R$ 19,61 o quilo. Para a pesquisa da cesta básica, o valor usado é a média entre o coxão mole e outros dois cortes de preço parecido. Pois bem, fazendo uma busca por “coxão mole'' rapidamente no site do Pão de Açúcar, vejo que o quilo está R$ 18,99 – mais barato, portanto, do que o apontado pelo Dieese.
Já o leite longa vida integral está R$ 3,14 em São Paulo, segundo o Dieese. No site do Pão de Açúcar, a marca mais barata (Parmalat) sai por R$ 2,85, e a mais cara (Ninho Nestlé), por R$ 3,95. O número do Dieese, desse modo, está dentro da faixa.  Outro exemplo: o feijão carioca está R$ 4,01 o quilo, de acordo com a pesquisa. No Pão de Açúcar, está R$ 3,55 o mais barato (Qualitá) e R$ 4,79 o mais caro (Broto Legal).
Enfim, não é tão difícil checar se os índices de inflação estão corretos, mas dá trabalho. É preciso ir aos supermercados, por exemplo, no próximo 1º de agosto e anotar o preço de todos os itens que são pesquisados pelos institutos (no caso do IBGE, a lista está aqui). Depois, é só voltar aos mesmos estabelecimentos no dia 1º dos meses seguintes e ver qual foi a variação. Quanto mais mercados a pessoa visitar, e quanto mais espalhados eles estiverem, mais consistência os dados terão.
Os que têm certeza de que o IBGE, a FGV, a Fipe e o Dieese estão manipulando os índices podem dar uma grande contribuição ao país se fizerem esse exercício.
http://achadoseconomicos.blogosfera.uol.com.br/2014/07/18/em-20-anos-de-real-salario-minimo-subiu-142-acima-da-inflacao/

Datafolha embanana!!

sexta-feira, 18 de julho de 2014


Datafolha se embanana outra vez. Erro grosseiro de 12 pontos no 2o. turno para turbinar Aécio.


Na pesquisa de intenções de votos do Datafolha divulgada ontem, o jornal Folha de São Paulo ficou até com vergonha de colocar no gráfico do segundo turno o percentual do votos brancos/nulo/não sabe.

Isso porque tem um erro grosseiro de 12 pontos percentuais, o que invalida totalmente a pesquisa como referência (serve apenas de isca para tubarões caçarem sardinhas na Bolsa de Valores).

Na pergunta sobre primeiro turno 27% a 28% (o Datafolha não divulga as casas decimais) declararam votar nulo/branco/nenhum/não sei.

Na pergunta em seguida, sobre segundo turno, magicamente este número caiu para 16%. Coisa praticamente impossível de acontecer na vida real das urnas.

As pesquisas, como estatística, devem tentar reproduzir uma amostra do que aconteceria na população toda. Quem diz que não votaria em nenhum dos onze candidatos mostrados na pergunta do primeiro turno, também não votaria em dois destes mesmos nomes, se perguntados no mesmo momento. Respostas diferentes disso não tem valor científico.

Quem vota em um candidato que não passa para o segundo turno, pode mudar seu voto para outro candidato ou não votar em nenhum dos dois, mas quem rejeita todos desde o início do processo eleitoral costuma continuar rejeitando dois dos mesmos nomes no segundo turno.

Por isso, dificilmente os votos úteis no segundo turno seriam significativamente maiores do que no primeiro turno. Em geral votações ligeiramente maiores no segundo turno só ocorre quando há algum motivo, como enchentes, feriadão, que provoque abstenção maior no primeiro turno, ou alguma comoção política por algum candidato entre o primeiro e o segundo turno. Nada disso acontece no intervalo de minuto entre duas perguntas na pesquisa.

Então se Dilma tem 36% e a soma dos outros candidatos tem 36% , os votos válidos no primeiro turno dão 72%. Na sondagem de segundo turno o Datafolha deveria ter encontrado um número próximo disso. Entretanto aponta 44% para Dilma e 40% para Aécio, totalizando 84%, ou seja, 12 pontos a mais de votos válidos, no intervalo de uma pergunta e outra.

Para piorar, se na hipótese absurda de todos que disseram votar em Campos, no Pastor Everaldo, no PSTU, no PSOL, no PCO, no Eymael, no primeiro turno votassem em Aécio no segundo, o tucano somaria 36%. O Datafolha tirou da cartola mais 4% de nulos e indecisos para fazer Aécio chegar a 40%.

Dá para acreditar? É melhor daqui por diante o Datafolha dizer que, pela sua metodologia, a margem de erro é uns 12 pontos para mais no caso do tucano e para menos no caso de Dilma.

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Estrangeiros na COPA do Brasil!!!

quinta-feira, 10 de julho de 2014


Contraponto 14.193 - "Aplaudir pôr do sol, abraçar... Veja o que surpreendeu os estrangeiros"



10/07/2014

Aplaudir pôr do sol, abraçar... Veja o que surpreendeu os estrangeiros

 


Turistas que vieram para a Copa listam o que acharam mais surpreendente.
Pão de queijo, compras parceladas e falta de pontualidade foram citados.


Flávia Mantovani Do G1, em São Paulo - 10h21 - Atualizado em 10/07/2014 15h50

O chileno Richard, o americano Joe, a estoniana Elsa e o suíço Lukas Bärtschi (Foto: Arquivo pessoal)
Torcedores barbudos ingleses (Foto: Flávia Mantovani/G1) 
O chileno Richard, o americano Joe, a estoniana Elsa e o suíço Lukas Bärtschi (Foto: Arquivo pessoal)
O americano Joe Bauman, que veio para a Copa do Mundo no Brasil, achou estranho ver que todo mundo colocava algo que parecia areia na comida. Foi assim que ele descobriu a farofa e virou adepto. "Comecei a colocar farofa em tudo", conta ele, que também ficou surpreso com as paisagens naturais, a obrigatoriedade de votar nas eleições e o interesse das brasileiras pelos gringos.
G1 perguntou a Joe e a outros 11 estrangeiros que visitaram o Brasil durante o Mundial o que eles acharam mais curioso ou diferente aqui em relação a seus países de origem. As respostas foram variadas, mas um ponto se repetiu em quase todos os depoimentos: a surpresa positiva com o jeito alegre e receptivo do povo. Confira a seguir o que os turistas responderam:

O canadense Florent Garnerot (Foto: Flávia Mantovani/G1)

O canadense Florent Garnerot
(Foto: Florent Garnerot/Arquivo pessoal)
Florent Garnerot, do Canadá

- Na praia, os brasileiros ficam de frente para o sol, e não para o mar. Achei interessante!
- Os brasileiros se encontram, bebem juntos e dividem a conta. No Canadá, cada um paga o que consome.
- Aqui os casais se beijam e demonstram afeto em público, o que não acontece no Canadá.
- As mulheres sempre usam joias, maquiagem… Elas se arrumam muito.

O americano Joe Bauman (Foto: Joe Bauman/Arquivo pessoal)

- Quando quero encontrar um amigo no Canadá, preciso planejar com pelo menos uma semana de antecedência. Eles precisam falar com suas mulheres, etc. No Brasil, isso é muito mais espontâneo.


Joe, dos EUA (Foto: Joe Bauman/Arquivo pessoal)
Joe Bauman, dos Estados Unidos

- Quando cheguei aqui, me perguntava por que todo mundo colocava areia na comida. Depois provei e vi que tinha gosto de bacon. E finalmente comecei a colocar farofa em tudo.

- Os brasileiros bebem muito. Todos os compromissos sociais envolvem amigos e cerveja.

- Achei estranho ver que muitas famílias de classe média têm empregadas domésticas. Nos EUA, só os ricos têm. Fiquei um pouco desconfortável de ver que uma estranha ia fazer minha cama, lavar minha roupa ou preparar meu café da manhã.

- Os brasileiros adoram dar comida para as visitas. É a forma de eles cuidarem de você.
Achei estranho ver que muitas famílias de classe média têm empregadas domésticas. Nos Estados Unidos, só os ricos têm."
Joe Bauman,
turista americano
- Fiquei impressionado de saber que os adultos são obrigados a votar. Nos Estados Unidos, temos taxas vergonhosamente baixas de comparecimento nas eleições.
- Fiquei maravilhado com as belezas naturais. As montanhas, as praias, a vegetação, tudo é diferente de onde eu moro. Não podia acreditar que existisse um parque do tamanho do da Tijuca dentro de uma grande cidade como o Rio.

- Fiquei impressionado de saber que foram criadas tantas Constituições no país e que a versão atual recebeu tantas emendas. É muito diferente da Constituição americana, que é muito antiga e foi modificada poucas vezes.

Os brasileiros adoram dar comida para as visitas. É a forma de eles cuidarem de você"
Joe Bauman
- Achei meio nojento ver que aqui jogam o papel higiênico na lixeira [e não no vaso sanitário]. Não fica um cheiro ruim?

- Aqui passam muitos programas de TV americanos, mas tudo da década de 1990. Achei engraçado ver que os brasileiros adoram o seriado "Friends", que não vai ao ar nos EUA há mais de dez anos.

- As brasileiras parecem adorar os gringos. Estranho, né? Mas achei isso ótimo. Aliás, minha parte favorita do Brasil, com certeza, foram as brasileiras. Eu me apaixonei. Mais de uma vez. Certamente voltarei um dia ao Brasil para encontrar minha futura mulher.

- O coração e a alma deste país maravilhoso são os brasileiros. Eles queriam me mostrar tudo e se certificar de que eu tivesse uma boa experiência – e eu certamente tive!


O esloveno Luka Jesih (Foto: Luka Jesih/Arquivo pessoal)
O chileno Richard Diaz (Foto: Richard Diaz/Arquivo pessoal)
O esloveno Luka (Foto: Luka Jesih/Arquivo pessoal)
Luka Jesih, da Eslovênia

- Os brasileiros falam alto, quase gritando, e muito rápido.
- Vocês comem MUITO. Muito mesmo. Passei uma semana com uma família brasileira e sempre tinha alguma comida ou fruta na mesa.
- Na Europa, tudo é mais calmo. No Brasil, quando as pessoas cantam o hino, elas choram, cantam alto e com muita emoção.


Richard Diaz (Foto: Richard Diaz/Arquivo pessoal)
Richard Diaz, do Chile

- Fiquei surpreso de ver como é rápido fazer amigos aqui, tanto na favela quanto nos condomínios mais exclusivos.
- Percebi que os homens são muito machistas. Eles tratam as parceiras como empregadas deles, especialmente em relação às tarefas domésticas.


Adam, Pete e Dave (Foto: Flávia Mantovani/G1)
Mohamed Moulkaf, da Argélia (Foto: Flávia Mantovani/G1)

Adam Burns, David Bewick e Pete Johnston, da Inglaterra
- Achamos estranho ver que aqui vocês comem coração de galinha.
- Os brasileiros são muito vivos e cheios de energia. Vocês se mexem muito, estão sempre se mexendo.
- Vocês também sorriem muito.


Mohamed, da Argélia (Foto: Flávia Mantovani/G1)
Mohamed Moulkaf, da Argélia

- Na Argélia, não há mulheres que dirigem motos.
- Quase todas as lojas daqui parcelam as compras em várias vezes sem juros. Gostei disso. Dá para pagar o mesmo preço dividindo até em dez meses.
- Os seguranças de banco aqui andam armados. Lá, não é assim.

O canadense Kyle Dreher (Foto: Kyle Dreher/Arquivo pessoal) 
Kyle Dreher (Foto: Kyle Dreher/Arquivo pessoal)
Kyle Dreher, do Canadá
- Quando você conhece alguém, dá dois beijinhos na bochecha. Isso é muito diferente do aperto de mão que a gente dá no Canadá.
- Adorei o queijo coalho com orégano na praia! E o milho também! Todo dia eu comia.
- No Brasil, as pessoas aproveitam mais a vida e o presente que no Canadá. Lá, todo mundo é muito focado em trabalho, dinheiro e status.
- Na favela perto de onde eu estava hospedado, soltavam fogos de artifício toda hora, de dia e de noite. No começo, achei que fossem tiros de revólver, mas depois descobri que é um sinal de que as drogas estão chegando por lá. Acabei me acostumando.


Rodrigo Escobar, do Chile (Foto: Rodrigo Escobar Rebolledo/Arquivo pessoal) 
O chileno Rodrigo Escobar Rebolledo
(Foto: Rodrigo Escobar/Arquivo pessoal)
Rodrigo Escobar Rebolledo, do Chile

- A amabilidade, a forma de receber as pessoas, a alegria e a simplicidade do povo brasileiro foram o que mais me chamou a atenção. Fomos tão bem recebidos em Cuiabá, que isso me marcou. Você perguntava algo e te indicavam tudo, te convidavam para churrascos.
- Vocês sempre têm um sorriso para mostrar. Nós chilenos também somos acolhedores, mas somos mais sérios, formais, calados.

- As garotas são lindas, carinhosas e simpáticas. Quero um dia ter uma esposa brasileira.
- Os brasileiros são muito relaxados, mais até do que se deve, às vezes. A turma marca de se encontrar "amanhã às 10h" e ninguém aparece.

- A parte ruim foi encontrar muita obra incabada, pelo menos em Cuiabá.

A estoniana Elsa Saks (Foto: Fernando Nunes/Arquivo pessoal) 
 Elsa (Foto: Fernando Nunes/Arquivo pessoal)
Elsa Saks, da Estônia
- Estranhei o arroz com feijão. No início, pensei: "É sério isso?". Mas acabei achando superdelicioso.
- Gostei muito do pão de queijo. Tão bom! Adorei.
- Músicos não são pagos pelo bar onde tocam, mas pelo couvert que os clientes pagam.
- Brasileiros jantam tarde. É normal comer às 22 horas.
- Os brasileiros não são bons em pontualidade.

O suíço Lukas Bärtschi (Foto: Lukas Bärtschi/Arquivo pessoal) 
Lukas (Foto: Lukas Bärtschi/Arquivo pessoal)
Lukas Bärtschi, da Suíça
- Foi ótimo ver todo mundo na rua usando roupas amarelas, desde uma senhora idosa com chapéu do Brasil até uma criança com a camisa da Seleção.
- Ficamos surpresos de ver como tudo foi bem organizado. O ônibus para o estádio, as informações para o aeroporto, tudo funcionou muito bem.
- Muita gente se esforçava para falar inglês. Quando estive no Brasil antes, há seis anos, ninguém falava nem uma palavra.
- Foi muito especial ver que cada estádio servia a comida típica da região. E todas eram muito gostosas.
- As pessoas são todas alegres e recebem você de braços abertos.

Daniel Lane, da Inglaterra (Foto: Daniel Lane/Arquivo pessoal) 
O inglês Daniel com a mulher, que é brasileira
(Foto: Daniel Lane/Arquivo pessoal)
Daniel Lane, da Inglaterra

- Os brasileiros muitas vezes usam roupas muito apertadas.
- As pessoas chegam atrasadas para tudo.
- Vocês abraçam muito mais.
- Vocês falam "Boa praia!" para as pessoas.
- As pessoas são bem mais religiosas – geralmente, nós só somos religiosos quando queremos muito uma coisa: por exemplo, que nosso time avance na Copa do Mundo.

George Woolley , dos EUA (Foto: George Woolley/Arquivo pessoal) 
George mostra o ingresso para um jogo da Copa
(Foto: George Woolley/Arquivo pessoal)
George Woolley, dos EUA

- As pessoas aplaudem o pôr do sol na praia do Rio. Isso nunca aconteceria nos Estados Unidos.
- Poder beber cerveja em público também é algo que não acontece nos EUA, exceto em lugares como Nova Orleans.
- O fato de que as pessoas são tão felizes por estarem vivas é algo muito diferente e palpável.